sábado, 29 de junho de 2013






Vou pendurar ao pescoço uma placa como aquelas das portas dos hotéis: Por favor, não incomodar. Vou pendurar esta placa não sei se para o Mundo ler se para eu ler. Sinto que preciso de escrever-me naqueles caderninhos de linhas como usava na Escola Primária para ficar a letra direitinha. Enquanto isso não acontece vivo numa pauta de música entre o Dó e o Si desafinado. Qui passa Mafaldinha??

terça-feira, 25 de junho de 2013

parabéns Marta

a cores ou a preto e branco és peça do meu puzzle. não sei se é da idade, se é sentimento de ilheu, se é porque preciso, sei que ando a pensar na vida. a pensar no que tenho de valor na vida. a pensar nos amigos. a pensar na família. a pensar nas pessoas que não são só família nem são só amigos, são um bocadinho de ambos e tu fazes parte desse grupo, obrigada. 
tem este e todos os outros dias felizes. parabéns.

quinta-feira, 2 de maio de 2013


este ano não sei que te dizer.
 estou muito cansada de andar cansada. 
 fazes-me falta, fazes-lhe falta? 
não sei, nunca se sabe o que não aconteceu.
 não sei porque nos  ocupamos a fazer a pergunta de como seria se cá estivesses.
 não estás. provavelmente não tinhas que estar.
 provavelmente não deveríamos ter a bengala do
 "se cá estivesses era tudo diferente". 
provavelmente se o valor fosse dado ao que se tem e não ao que se perdeu a vida nos sorria mais. 
outro dia disseram-me que só crescemos com o sofrimento, não crescemos com a felicidade.
 não sei se concordo ou se discordo.
 mas sim, fazes-me falta. sinto-me como uma árvore sem raiz.

quarta-feira, 20 de março de 2013





Os anos passam e eu não os sinto.
Olho-me ao espelho e não me vejo.
Inspiro, expiro…
Volto a olhar e não sei onde estou.
Sei onde queria estar. 
Sim, sei. Quero estar onde estou.

sábado, 16 de março de 2013





Foi há 13 anos que cabias num braço meu e tinhas as tuas grandes mãos à volta da cara e eu dizia que ias ser pianista!:)
Enganei-me no instrumento, mas o que mais realçou quando te vi a primeira vez são as mão que usas como guarda-redes, são as mãos que usas para tocar guitarra, são as mãos que vais usar para agarrar tudo de bom que a vida te vai trazer!:D
Tem um dia feliz!

Serás sempre o meu ♥ !:)



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A primeira vez que dormi numa tenda foi na sala de jantar da casa onde cresci, uma canadiana verde, que o meu irmão segurou nas cadeiras da mesa de jantar. O meu irmão tinha ido acampar com os amigos escuteiros, e como eu queria dormir numa tenda ele resolveu o meu problema, trouxe a tenda, montou-a na sala e eu, orgulhosamente, pernoitei nela. Acordei cheia de mordidelas de melga, mas nada tinha importância, porque eu tinha dormido numa tenda!
Uma grande parte dos amigos do meu irmão eram escuteiros, iam lá para casa conversavam, riam, tocavam guitarra, havia um espirito de camaradagem que eu venerava. Eu queria ser escuteira.
Foi o Bandarrinha que, sem saber, me mostrava o amor que tinha pelos ideais escutistas e a certeza de podíamos deixar sempre o mundo melhor do que aquilo que o tínhamos encontrado. Encontrar o Bandarrinha na minha vida, além de ter deixado o meu mundo melhor do que ele já era, só fez com que continuasse a querer ser escuteira, porque ser escuteira ainda era melhor do que tudo que tinha idealizado.
Hoje aprendo a ser Escoteira, sim escoteira com “o” (antes de o ser sempre pensei que aquele "u" depois do "c" era obrigatório) e aprendo que o escutismo é uma forma de estar na vida, e espero deixar o mundo melhor daquilo que o encontrei, espero (saber) incutir, isso nos “meus” lobitos. O meu sobrinho diz que sou uma “escoteira aldrabona” porque passei logo para chefe, e a maior parte das vezes é como me sinto, uma verdadeira “escoteira-aldrabona” que espera conseguir “fazer o melhor possível”.
Sempre tive um estilo de vida “alternativo” e a maior parte dos meus amigos e família ainda se ri quando eu digo que pertenço a um Grupo de Escoteiros. A minha irmã só me diz “manda-me uma foto com a farda para eu fazer um poster” e a minha mãe pergunta de vez em quando “ainda andas naquilo dos escoteiros?”. Por outro lado, há as reacções motivadoras, como quando no inicio tudo estava a ser tão estranho para mim e estava a um passo de desistir o Pedro me diz “não desistas cara#%#, vais ver que vale a pena!” e me fala dos escuteiros com tamanha paixão que até me comoveu, e para o Pedro me comover é porque o assunto é muito sério!!! Ou quando a Patrícia me conta as aventuras que tiveram na Serra da Freita, e vejo todo o carinho saudosista com que fala dos escuteiros. Gostei dos olhos invejosos (inveja da boa!) a brilhar da Marta com que me disse “ohhh a sério? Que fixe!! Eu também sempre quis ser escuteira!”. Do orgulho que Paulo demonstrava em ter sido escuteiro, apesar de ser o único escuteiro ateu que conheço no CNE!:) Do mimo da Marta que fez todos os animais que os “meus” meninos representam em origami (tens que fazer dos que entraram novos!;)). Do bom coração da Fátima que se disponibilizou para ir pintar um mural no nosso covil. De conhecer pessoas de alma simpáticas como a Tânia e a Lucia. E nada disto seria possível sem a Betty, a Sandra, a Isa, o Manuel, o Ricardo e o Maurílio. Não, não estou armada em política com estes agradecimentos todos, mas acho que ser escoteira é mesmo isto, é haver entreajuda, haver partilha, haver bom coração, tentar deixar o mundo um bocadinho melhor do que o encontramos. E por tudo isto, e se calhar ainda por mais qualquer coisinha, parabéns Baden Powell!:)
PS: Desde que conheci a Neuza, o número 22 começou a ter uma dimensão diferente na minha vida (todos que conhecem a Neuza percebem o porquê de eu dizer isto!) e até o aniversário Baden Powell tinha que ser a 22???

domingo, 17 de fevereiro de 2013

preciso descolar-me da alma e estendê-la ao luar